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Operação da Polícia Civil de SP mira quadrilha especializada em golpes bancários contra idosos

Golpistas usavam falsa central telefônica e envio de motoboys para retirar cartões das vítimas; até o momento, três suspeitos foram presos

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom SP
08/04/2026 às 09h13
Operação da Polícia Civil de SP mira quadrilha especializada em golpes bancários contra idosos
As diligências seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos

Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) realizam nesta quarta-feira (8) a Operação Chamada Bancária para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra clientes de instituições financeiras, especialmente idosos, na zona norte da capital paulista.

Coordenada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG), responsável por apurar crimes de fraudes financeiras e econômicas, a ação cumpre cinco mandados de prisão temporária e outros sete de busca e apreensão contra integrantes da quadrilha. Até o momento, três suspeitos foram presos, e as diligências continuam para localizar os demais envolvidos.

As investigações identificaram ao menos cinco operadores diretamente ligados ao esquema, que contava com uma estrutura tecnológica sofisticada para enganar as vítimas. Os criminosos utilizavam um sistema automatizado de chamadas capaz de simular centrais telefônicas de bancos.

A partir de dados cadastrais obtidos de forma ilícita, os envolvidos entravam em contato com as vítimas se passando por funcionários de instituições financeiras. Durante a ligação, orientavam a pessoa a desligar e retornar a chamada para o número impresso no cartão bancário, o que aumentava a credibilidade da abordagem.

No entanto, segundo a polícia, mesmo após a vítima encerrar a ligação, a linha telefônica permanecia retida pelo sistema dos golpistas. Assim, ao tentar fazer a ligação, a pessoa continuava falando com integrantes da quadrilha, sem perceber a fraude.

Na sequência, um terceiro suspeito assumia o contato, novamente se passando por funcionário do banco, e conseguia extrair informações sensíveis, incluindo senhas bancárias. Para finalizar o golpe, um falso motoboy era enviado ao endereço da vítima para recolher o cartão, sob a justificativa de que ele passaria por perícia e que eventuais valores seriam estornados.

De posse dos cartões e dados, os criminosos realizavam transações financeiras e transferências via PIX, causando prejuízos às vítimas.

Além dos crimes de estelionato e organização criminosa, os investigadores apuram a possível relação do bando com um caso de latrocínio tentado. As diligências seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o mapeamento da atuação da quadrilha.

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