
Como parte do processo contínuo de requalificação da Rede Estadual de Saúde, o Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou a reforma do centro cirúrgico do Hospital da Polícia Militar de Sergipe (HPM). A unidade atua como retaguarda do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), com destaque para o suporte nas áreas de ortopedia e bucomaxilofacial.
A intervenção, orçada em R$ 29 mil, contempla a substituição do piso e a manutenção completa dos equipamentos do centro cirúrgico, com execução prevista entre os dias 13 e 17 de abril. A ação integra um conjunto de medidas voltadas à modernização da infraestrutura hospitalar e à qualificação dos fluxos assistenciais na rede estadual.
Os demais serviços do hospital, incluindo Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enfermarias e exames de imagem, permanecem em funcionamento, assegurando a continuidade da assistência aos pacientes internados.
De acordo com a coordenadora do HPM, Mônica Alves, o planejamento da intervenção priorizou a redução de impactos no atendimento. “A reforma está restrita ao centro cirúrgico. As demais áreas seguem operando normalmente, garantindo suporte aos pacientes. Ao final, teremos uma estrutura mais adequada, que amplia a capacidade de resposta da unidade”, destacou.
Unidade estratégica
Com o serviço hospitalar vinculado ao Huse, o HPM exerce papel fundamental na organização da rede estadual, contribuindo para a ampliação da capacidade assistencial, especialmente na área ortopédica.
O desempenho recente da unidade reflete esse fortalecimento. Em 2025, foram realizados 1.770 procedimentos cirúrgicos ortopédicos, número que representa um crescimento superior a 110% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 839 cirurgias.
“Esse aumento de cirurgias está associado à melhoria na gestão dos fluxos, ao melhor aproveitamento da estrutura existente e à organização das linhas de cuidado. A expectativa é que, com a requalificação do centro cirúrgico, haja avanço na eficiência operacional, na segurança do paciente e na resolutividade dos procedimentos, além de maior integração com o Huse”, destacou Mônica.

