Destaque Professores protestam contra o descumprimento do Plano de Carreira do Magistério

Professores protestam contra o descumprimento do Plano de Carreira do Magistério

Os profissionais cobraram o cumprimento do Plano de Carreira do Magistério, que segundo eles, foi ‘rasgado’

Um grupo de professores protestou no final da manhã desta quarta-feira (29), na frente da Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé. Os profissionais cobraram o cumprimento do Plano de Carreira do Magistério, que segundo eles, foi ‘rasgado’ pela prefeita Nilza da Mata (PSD).

No protesto, a categoria cobrou também uma explicação mais clara da gestora sobre o investimento de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “O plano de carreira é uma lei que define as regras para a progressão funcional do professor com base em critérios como tempo de serviço, formação acadêmica e capacitação. Não cumpri-lo é ir de encontro à lei”, protestou Railda Amaral, diretora do Núcleo da APLB de São Sebastião do Passé.

Durante a manifestação, Railda Amaral disse à reportagem do Jornal do Povo, que além das consequências legais, ignorar o plano de carreira tem um impacto direto na qualidade do ensino e na desvalorização da categoria. “A falta de reconhecimento profissional e a estagnação salarial desmotivam os professores, afetando a qualidade do trabalho em sala de aula”, ressaltou.

Um plano de carreira consistente é fundamental para reter profissionais qualificados e motivados. Sem ele, a rede pública perde competitividade e talentos. O descumprimento do plano causa perdas financeiras significativas para a categoria, diminuindo a atratividade da profissão.

Quando um gestor público ignora o plano de carreira do magistério, ele desrespeita uma lei e a valorização dos profissionais da educação. Essa atitude pode gerar diversas consequências negativas e acarreta na possibilidade de ações legais por parte dos professores e de órgãos fiscalizadores. 

Em entrevista à Rádio Independente FM, Nilza da Mata, numa declaração no mínimo contraditória, disse que a ‘Prefeitura tinha dinheiro, mas que o Plano de Carreira dos Professores era impagável’.