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Huse promove capacitação para fortalecer assistência pediátrica com foco na sazonalidade dos vírus respiratórios

A iniciativa reuniu médicos, profissionais da área da Enfermagem e fisioterapeutas

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom Sergipe
10/04/2026 às 17h50
Huse promove capacitação para fortalecer assistência pediátrica com foco na sazonalidade dos vírus respiratórios
A iniciativa reuniu médicos, profissionais da área da Enfermagem e fisioterapeutas / Fotos: Ascom SES

O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) realizou, nesta sexta-feira, 10, uma capacitação voltada para profissionais da saúde com foco no enfrentamento da sazonalidade de doenças respiratórias que afeta, principalmente, o público pediátrico. A iniciativa integra as ações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) para qualificar a assistência e garantir maior segurança no atendimento às crianças.

Realizado pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) da unidade hospitalar, o evento teve como tema central o ‘Suporte avançado de vida na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pediátrica com enfoque na bronquiolite’. Com 60 participantes, entre médicos, fisioterapeutas e profissionais da área de Enfermagem de toda a Rede Estadual de Saúde, o treinamento abordou desde aspectos teóricos até práticas essenciais no manejo de casos graves da doença. Entre os principais agentes causadores estão o vírus sincicial respiratório (VSR), além de rinovírus e influenza.

De acordo com a fisioterapeuta Layra Dantas, que atua no NEP do Huse, a capacitação já faz parte do calendário anual da unidade e ganha ainda mais relevância neste período. “Anualmente, realizamos esse treinamento porque entendemos que a sazonalidade demanda uma grande procura por serviços de saúde, especialmente na pediatria. Quanto mais capacitados os profissionais, mais segurança eles têm para prestar uma assistência de qualidade e, consequentemente, melhores são os desfechos para as crianças”, destacou.

Sobre a capacitação
 
A programação incluiu atualização teórica baseada em evidências científicas, além de atividades práticas, como sequência rápida de intubação, montagem de ventilação mecânica, organização de leitos, classificação de risco e estratégias de oxigenoterapia, com destaque na abordagem precoce para evitar a evolução para quadros mais graves.

Para a médica residente em Pediatria no terceiro ano, Natália Guimarães, participante do curso, a iniciativa chega em um momento estratégico. “O curso é extremamente oportuno. Esse momento fortalece o conhecimento e a troca de experiências entre os profissionais, proporcionando mais segurança, o que impacta positivamente na condução dos casos e nos desfechos clínicos das crianças”, afirmou.

Entre as facilitadoras do treinamento estão a médica Joara Costa, as fisioterapeutas Taynã Klinger, Layra Dantas e Fernanda Gonçalves, além das enfermeiras Camila Araújo e Thiany de Jesus. 

Principais cuidados 
 
A pediatra e emergencista, Joara Almeida, ressaltou que o cenário atual exige atenção redobrada dos profissionais de saúde. “A bronquiolite, por vezes, foi subestimada como um quadro gripal leve, mas hoje é um grande desafio. Ela pode evoluir para casos graves, demandar internações prolongadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e aumentar a demanda nos serviços especializados. Neste ano, já observamos quadros voltados a vírus respiratórios, o que exige protocolos assistenciais bem estruturados e atualização constante”, explicou.

Segundo a médica, a doença afeta principalmente crianças menores de dois anos e pode ter evolução prolongada. “A bronquiolite é uma doença que pode começar com um quadro gripal, porém acomete na criança, especificamente nas menores de dois anos, a árvore broncoalveolar. Isso leva a um processo inflamatório que começa com um quadro agudo, mas esse processo pode perdurar, por exemplo, 30 dias e ter sequelas desse quadro”, comentou.

A pediatra reforçou ainda algumas orientações e sinais e sintomas de alerta que devem ser observados. “Os sinais de alarme são importantíssimos para os pais. O pico de piora da bronquiolite gira em torno de 48 a 72 horas. Entre os sinais de alarme estão, por exemplo, aquela criança que não está comendo mais, que está sonolenta, vomitando muito, com febre persistente e elevada e, principalmente, respiração ruidosa e desconforto respiratório. Tudo que mude a rotina da criança tem que ser levado como sinal de vida de alerta e procurar o atendimento médico necessário, o mais breve possível”, finalizou.
 

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