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SP lança projetos de ciência e tecnologia para transformar a vida das pessoas com deficiência

Novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) que unem tecnologia, pesquisa e políticas públicas para ampliar autonomia, inclusão e qualid...

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom SP
10/04/2026 às 08h45
SP lança projetos de ciência e tecnologia para transformar a vida das pessoas com deficiência
Estratégia aposta na produção científica aplicada para enfrentar desafios históricos de acessibilidade e inclusão. Foto: Governo SP/Diuvulgação

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), realizou o workshop “Ciência e Inovação para a Inclusão”, marcando o lançamento de quatro novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) dedicados ao desenvolvimento de tecnologias capazes de transformar a vida das pessoas com deficiência.

Na abertura do evento, o secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, destacou a evolução do projeto lançado há três anos pelo governo de São Paulo e seu impacto direto na vida da população:

“Faz três anos que demos o pontapé inicial nesse projeto, e hoje já temos três CCDs em funcionamento: o TECVIDA, da USP, que desenvolve cadeiras de rodas e exoesqueletos; o Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Tecnologias Assistivas da Unesp, voltado à criação de novas tecnologias e materiais assistivos; e o Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva e Acessibilidade em Libras da Unicamp, que promove acessibilidade em Libras com tecnologias avançadas”, disse o secretário. “Agora, somamos a esses quatro novos CCDs e, juntos, esses sete equipamentos vão proporcionar mais independência, dignidade e qualidade de vida às pessoas com deficiência, por meio de tecnologias brasileiras, funcionais e acessíveis.”

Vahan Agopyan, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, destacou que é obrigação da área científica servir à sociedade, justificando o alto investimento dos órgãos governamentais. “Os CCDs são um exemplo de retorno que a ciência pode dar, criando soluções efetivas que transformam a vida das pessoas com deficiência”, opinou Agopyan.

O presidente da Fapesp, Marco Antônio Zago, ressaltou o papel estratégico da ciência e o investimento contínuo em inovação no Estado. “Em São Paulo, temos um governo que prioriza o investimento em ciência, tecnologia e inovação. Hoje, já são mais de 80 centros estruturados a partir de demandas reais da sociedade. Após a pandemia, conseguimos reorganizar recursos e agora contamos com cerca de R$ 400 milhões para investir nos próximos três anos, fortalecendo projetos que geram impacto direto na vida das pessoas.”

Os quatro novos CCDs apresentados atuam de forma integrada, conectando conhecimento científico às necessidades reais da população:

Plataforma Aberta de Jogos Adaptativos para Educação Inclusiva (CIATec)

Coordenado por Marcos Monteiro, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), o centro desenvolverá uma plataforma digital com jogos educativos adaptativos, com foco em estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O objetivo é desenvolver jogos educativos com atenção especial a estudantes com TEA. A partir do desempenho nos jogos, será possível identificar padrões que auxiliem no processo de aprendizagem. Nosso sonho é que o CIATec se torne uma espécie de streaming da educação inclusiva”, explicou Monteiro.

Centro de Tecnologia Assistiva e Inclusão Escolar (CTAIE)

Sob coordenação de Maria Cecília Martinelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o centro irá mapear as necessidades de acessibilidade na rede pública de ensino e desenvolver soluções personalizadas com apoio de inteligência artificial.

“O CTAIE nasce com a missão de compreender as necessidades reais dos estudantes com deficiência na rede pública e, a partir disso, desenvolver soluções em tecnologia assistiva, além de promover a formação continuada de educadores para o uso dessas ferramentas”, disse Maria Cecília.

Centro de Pesquisa e Orientação sobre Deficiência Visual (CPODV)

Coordenado por Maria Célia Lima Hernandez, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP), o centro atuará no desenvolvimento de estratégias para ampliar o acesso à cultura e à informação.

“Nosso trabalho é criar estratégias que ampliem o acesso de pessoas com deficiência visual a espaços e produções culturais, utilizando recursos como audiodescrição, materiais táteis e tecnologias assistivas para promover mais autonomia”, afirmou Maria Célia.

Centro Multiprofissional de Estudos Paralímpico e Paradesportivo (CMEPP)

Coordenado por José César Rosa Neto, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o centro irá fortalecer a pesquisa e a prática do paradesporto no Brasil.

“O CMEPP trata dos impactos do esporte na saúde e no bem-estar das pessoas com deficiência. Queremos ampliar o acesso ao esporte, formar profissionais qualificados e apoiar atletas paralímpicos a alcançarem níveis ainda mais altos de desempenho”, destacou Rosa Neto.

Com a criação dos novos centros, São Paulo passa a contar com sete CCDs voltados à inclusão e à tecnologia assistiva, consolidando um ecossistema robusto de inovação.

A iniciativa reforça o compromisso do governo do estado em transformar conhecimento científico em soluções concretas, promovendo autonomia, inclusão e qualidade de vida para as pessoas com deficiência por meio de tecnologias acessíveis, desenvolvidas no Brasil e voltadas às necessidades reais da população.

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