
Diante do aumento da demanda por atendimentos relacionados a doenças respiratórias, o Hospital Maria Lucinda deu início a uma ampla mobilização para reforçar a segurança assistencial: a capacitação de 100% da equipe de Enfermagem em Suporte Básico de Vida (SBV) em até 60 dias. Ao todo, cerca de 450 profissionais — entre enfermeiros, técnicos e auxiliares — participam do treinamento, que começou no fim de março e segue ao longo deste mês de abril, no Auditório Ariano Suassuna, que está localizado nas instalações da unidade, no bairro da Tamarineira – Zona do Recife.
A iniciativa é conduzida pela Educação Permanente, em parceria com a Gerência de Enfermagem e, mais do que atualização técnica, tem impacto direto na assistência. Os treinamentos abordam desde o reconhecimento precoce de emergências até a atuação prática em situações críticas, como a parada cardiorrespiratória.
Entre os conteúdos trabalhados estão a realização de reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, uso do desfibrilador externo automático (DEA), atendimento a pacientes adultos, pediátricos e lactentes, além da organização da resposta intra-hospitalar.
As atividades incluem simulações práticas, permitindo que os profissionais desenvolvam habilidades técnicas e comportamentais em um ambiente controlado e seguro. Todo o treinamento segue as diretrizes internacionais da American Heart Association, referência internacional na área.
Segundo a enfermeira da Educação Permanente do Hospital Maria Lucinda, Danúbia Islândia Oliveira Silva, o treinamento ganha ainda mais relevância neste período do ano, caracterizado pelo aumento das síndromes respiratórias agudas graves (srag). “O aumento das doenças respiratórias impacta diretamente a rotina assistencial, com maior demanda por atendimentos e necessidade de monitorização constante. Nesse cenário, o Suporte Básico de Vida fortalece o reconhecimento precoce da piora do estado do paciente e garante uma resposta rápida e segura às emergências”, destaca.
Na rotina hospitalar, a equipe de enfermagem costuma ser a primeira a identificar sinais de agravamento no quadro clínico do paciente, seja na admissão, durante a monitorização no leito ou em situações de instabilidade clínica. Por isso, o preparo técnico é determinante para desfechos mais positivos.
De acordo com a própria American Heart Association, além de melhorar a qualidade da assistência, treinamentos periódicos estão associados a melhores indicadores assistenciais, como redução do tempo de resposta em emergências, maior eficácia nas intervenções e fortalecimento do trabalho em equipe. Esses fatores podem impactar diretamente na sobrevida dos pacientes.