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Deputado Samuel Júnior acusa professora de intolerância religiosa sem apresentar provas e gera reação da categoria

A acusação foi feita no plenário da Alba

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez
09/04/2026 às 14h19 Atualizada em 09/04/2026 às 14h45
Deputado Samuel Júnior acusa professora de intolerância religiosa sem apresentar provas e gera reação da categoria
Foto: Deputado Samuel Júnior\Assessoria da Alba

Uma recente declaração do deputado estadual Samuel Júnior (PL), tem gerado forte repercussão entre profissionais da educação e entidades representativas do magistério. O parlamentar acusou publicamente a professora do Colégio Estadual de Ensino Integral Monsenhor Luis Ferreira de Brito, em São Sebastião do Passé,  Cátia Garcez, de praticar intolerância religiosa em sala de aula, mas não apresentou provas concretas que sustentassem a denúncia.

A acusação foi feita no plenário da Assembleia Legislativa e rapidamente ganhou visibilidade, provocando debates acalorados sobre liberdade de ensino, responsabilidade política e o uso de acusações sem fundamentação.

Na denúncia o deputado não aprestnou documentos, gravações ou relatos formais que comprovem a suposta conduta da professora. A ausência de evidências levantou críticas de especialistas e representantes da área educacional, que apontam o risco de exposição indevida da profissional e de disseminação de desinformação. A reportagem do Jornal do Povo telefonou para o gabinete de Samuel Júnior que ficou de retornar a ligação, mas não o fez até o fechamento da matéria.

Consultado pela reportagem do Jornal do Povo, um advogado criminalista, disse que acusações dessa natureza, quando feitas sem comprovação, podem configurar abuso de autoridade ou até mesmo dano moral, dependendo do impacto causado à imagem da pessoa envolvida.

Professores contatados pela reportagem destacaram a gravidade da acusação e defenderam a necessidade de investigação séria antes de qualquer julgamento público. Além disso, os educadores ressaltaram que a sala de aula deve ser um espaço de respeito à diversidade religiosa, mas também de proteção aos profissionais contra acusações infundadas. Muitos consideraram a postura do deputado irresponsável e prejudicial ao debate educacional.

O episódio reacendeu discussões sobre intolerância religiosa no ambiente escolar — um problema real e reconhecido no país. No entanto, especialistas alertam que denúncias devem ser tratadas com rigor e baseadas em fatos verificáveis, para não banalizar o tema nem prejudicar injustamente profissionais.

A professora Cátia Gazrcez se pronunciou publicamente através das redes sociais, refutando as acusações e, ao mesmo tempo, lamentando a atitude do parlamentar. Há expectativa de que medidas legais possam ser tomadas caso não haja uma retratação pública por parte de Sanuel Júnior..

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