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SP Mulher Segura: conheça o aplicativo que permite denunciar violência doméstica e acionar botão do pânico contra agressores
Gratuita e disponível para Android e iOS, ferramenta também oferece contato de emergência e mapa da rede de proteção às mulheres
23/07/2026 10h17
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom SP

O aplicativo pode ser baixado nas lojas para Android e iOS e o acesso é feito com os dados da conta gov.br. O registro de ocorrência funciona 24 horas por dia, sem que a mulher precise se deslocar até uma delegacia.

Registro de boletim de ocorrência a qualquer hora

Pelo aplicativo, a mulher pode registrar um boletim de ocorrência a qualquer hora do dia, diretamente pelo celular e sem a necessidade de se deslocar inicialmente até uma unidade policial. Durante o preenchimento, o sistema solicita a identificação da usuária, a descrição dos fatos e outras informações sobre a ocorrência.

Depois de concluído, o registro recebe um número de identificação e é encaminhado à Polícia Civil para análise e adoção das providências cabíveis. O registro dispensa o comparecimento presencial a uma unidade policial.

Pedido de medida protetiva pelo próprio aplicativo

Durante o registro do boletim de ocorrência, a mulher também pode solicitar uma medida protetiva de urgência. O pedido é analisado pela autoridade policial e encaminhado ao Poder Judiciário, responsável por decidir sobre a concessão.

Após a concessão da medida protetiva e a atualização das informações no sistema, a mulher passa a ter acesso ao botão do pânico. A identificação é realizada a partir dos dados vinculados à conta gov.br .

Botão do pânico para quem tem medida protetiva

O botão do pânico é a função de emergência do aplicativo, destinado exclusivamente a mulheres com medida protetiva vigente. Quando a ferramenta é acionada, uma ocorrência é gerada no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), permitindo o direcionamento de uma equipe policial a partir da localização compartilhada pelo aparelho.

Para que o acionamento funcione corretamente, é necessário manter a localização do celular ativada e autorizar o aplicativo a acessar esse recurso. Nos casos em que o agressor é monitorado por tornozeleira eletrônica, o sistema pode cruzar os dados de localização da vítima e do monitorado.

Mulheres que não possuem medida protetiva não têm acesso ao botão do pânico. Em uma situação de risco imediato, devem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Contato de emergência e Cabine Lilás

O aplicativo ainda permite cadastrar um contato de emergência, uma pessoa de confiança indicada pela mulher para integrar sua rede de apoio. Os dados dessa pessoa passam a fazer parte do histórico da ocorrência sempre que o botão do pânico é acionado.

Depois que a situação de emergência é controlada, a equipe da Cabine Lilás pode entrar em contato com a pessoa cadastrada para auxiliar no acolhimento da vítima.

Mapa da rede de proteção

O SP Mulher Segura conta ainda com um mapa integrado que localiza os serviços mais próximos da usuária. A ferramenta reúne pontos da rede de proteção e atendimento em todo o estado.

Entre os equipamentos indicados no mapa estão as 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), delegacias territoriais, batalhões e unidades da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal (IML) em todo o estado.

Orientação para outros serviços

Além dos serviços de denúncia e proteção, o aplicativo oferece links que direcionam a usuária a outros órgãos de apoio. Entre eles estão a Defensoria Pública, o Ministério Público, o Protocolo Não se Cale e o Portal da Mulher Paulista.

Esses canais complementam o atendimento policial e ajudam a mulher a encontrar orientação jurídica e serviços de acolhimento.

Como baixar e se cadastrar

O download é gratuito, basta procurar por “SP Mulher Segura” nas lojas de aplicativos para Android e iOS. O acesso é feito com os dados da conta gov.br, o mesmo login usado em outros serviços digitais do governo.

Na primeira utilização, a orientação é acessar a área “Meus Dados” e conferir se telefone, e-mail, CPF e endereço estão atualizados. Também é preciso autorizar o acesso à localização, recurso que permite o georreferenciamento usado pelo botão do pânico e pelo mapa da rede de proteção.

Fora do aplicativo, o estado mantém outros canais de atendimento à mulher, como a Central de Atendimento à Mulher, no número 180, e a Polícia Militar, no 190, para emergências.