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MST realiza marcha pela reforma agrária

Mobilização reune milhares de trabalhadores rurais

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez
09/04/2026 às 09h52
MST realiza marcha pela reforma agrária
Foto:Divulgação

Teve início nesta semana, no estado da Bahia, a Marcha Estadual pela Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A mobilização reúne milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais de diversas regiões, que seguem em caminhada até a capital Salvador.

A marcha começou em Feira de Santana e deve percorrer mais de 100 quilômetros ao longo de cerca de dez dias. Durante o trajeto, os participantes realizam paradas para debates, atividades formativas e ações de solidariedade junto às comunidades locais.

Luta por terra, justiça e memória

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, realizada tradicionalmente no mês de abril. O período é marcado por ações do movimento em todo o país, lembrando a importância da luta pela terra e denunciando a violência no campo.

Com lemas que defendem a Reforma Agrária Popular, o movimento busca chamar atenção para a necessidade de democratização do acesso à terra, além de propor um modelo de produção voltado à justiça social e à sustentabilidade.

Reivindicações e pautas

Entre as principais reivindicações dos manifestantes estão:

  • Assentamento de famílias acampadas;
  • Ampliação de políticas públicas para o campo;
  • Combate à violência contra trabalhadores rurais;
  • Incentivo à agroecologia e produção de alimentos saudáveis.

Segundo o MST, a proposta vai além da distribuição de terras, incluindo um projeto de desenvolvimento rural sustentável, com foco na produção de alimentos e na preservação ambiental.

Impacto e mobilização social

Ao longo do percurso, a marcha chama a atenção da população e promove diálogo com moradores das cidades por onde passa. Em rodovias e áreas urbanas, a mobilização também pode impactar o trânsito, evidenciando a dimensão do ato.

A iniciativa reforça a importância da organização social no campo e amplia o debate sobre a desigualdade agrária no Brasil, tema histórico que segue presente na realidade do país.

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