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Chegada dos Caboclos ao Campo Grande consagra as celebrações do 2 de Julho na Bahia

Sob o calor de centenas de baianos e ao som do Hino Nacional, as imagens do Caboclo e da Cabocla chegaram ao Largo do Campo Grande, no fim da tarde...

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom Bahia
02/07/2026 às 19h30
Chegada dos Caboclos ao Campo Grande consagra as celebrações do 2 de Julho na Bahia
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Sob o calor de centenas de baianos e ao som do Hino Nacional, as imagens do Caboclo e da Cabocla chegaram ao Largo do Campo Grande, no fim da tarde desta quinta-feira (2), dia em que Salvador se tornou, simbolicamente, a capital do país. As imagens representam a força e a união de indígenas, negros e mestiços que lutaram pela verdadeira Independência do Brasil. O governador Jerônimo Rodrigues acompanhou as celebrações desde cedo, na Lapinha, e encerrou as atividades depositando flores no Monumento ao 2 de Julho.

"É uma data muito simbólica para a gente, do Brasil inteiro. Esse conjunto de homenagens começou no dia 25, em Cachoeira, e hoje estamos fazendo esse ato cívico e de reconhecimento", declarou o governador.

O escolhido para conduzir o fogo simbólico até a pira foi o atleta Antônio Lorenzo Pereira, de 73 anos. Conhecido como "Trem de Ferro", o cachoeirano que corre desde os 13 anos chegou emocionado ao Largo.

As comemorações também tocaram as diferentes gerações que acompanhavam o cortejo. A assistente social Maria Celeste, de 40 anos, nascida em Itaparica, ressaltou a satisfação de vivenciar o momento: "Para mim é um orgulho estar aqui representando, porque sou filha da ilha, nascida e criada, neta de marisqueira e neta de pescador."

A jovem Lise Maria Sousa, de 13 anos, que participou pela primeira vez, também se encantou com a festa: "Estou achando maravilhoso. O que eu mais gostei foram os caboclos Tupinambás, que são de lá da Ilha de Itaparica, onde eu sou criada. Já fui caboquinha também e amei muito participar”.

Para Selma Carneiro, professora que levou a sobrinha Lise, a data é um momento pedagógico e de resistência. ‘Sou professora, todo ano venho para o 2 de Julho. Tinha que dar essa aula viva, vivenciar essa aula de cidadania, de ancestralidade e de força do povo brasileiro".

Repórter: Dandara Amorim/GOVBA

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