
O Palco da Vila Junina se tornou uma das grandes sensações desta edição do Arraiá da Conquista, chamando a atenção do público não apenas pelo repertório, mas pelo conjunto de elementos que tornam o espaço um ponto de encontro dentro do Parque de Exposições Teopompo de Almeida. O local é dedicado a artistas regionais e a bandas em início de trajetória, criando um ambiente em que a cena local ganha destaque e oferece ao visitante uma experiência mais próxima da tradição junina.

Além das apresentações musicais, a Vila Junina também abriga um espaço gastronômico e conta com decoração especial. A proposta é apresentar ao público um cenário temático que remete à cultura do São João e valoriza os ritmos nordestinos, mantendo viva a identidade cultural da região. Neste ensejo, o palco recebeu a participação de Luiz Wilson, Geivs Nordestino Gourmet, Doro Brasamundo e Saliva Doce, artistas que levam ao público repertórios marcados pelo forró e por diferentes expressões musicais do Nordeste.

A ambientação do espaço reforça ainda mais o clima de festa. Como acontece em todos os anos, uma pequena cidade, com uma praça e uma igreja ao centro, é montada para remeter à tradição que envolve e emociona os amantes do forró e dos festejos juninos. As casas de pau a pique, decoradas com bandeirolas, completam o cenário e ajudam a transportar o público para a atmosfera característica dos arraiás, valorizando a estética e o simbolismo do período.

No encerramento do Arraiá da Conquista, nada pareceu mais autêntico do que unir forró e quadrilha junina no mesmo espaço, aproximando a música dançante das tradições populares. Essa proposta foi levada à risca por Geivs, “o nordestino gourmet”, que reuniu um grande público no palco alternativo do arraiá.
Conquistense de origem, Geivs comentou a experiência do show e mostrou surpresa com a recepção do público. Ele afirmou que o sonho de “filho da casa” é tocar para o seu povo e contar sua história, lembrando que, quando existe uma grande quantidade de pessoas dispostas a ouvir e que falam a mesma língua cultural, a realização se torna ainda maior, tanto no plano pessoal quanto no âmbito coletivo.
“O nosso sonho de filho da casa é tocar pra o nosso povo. E contar a nossa história. E quando a gente encontra essa quantidade de gente disposta a nos ouvir e tá falando a mesma língua, é uma realização não só pessoal, mas cultural. Quando a gente fala sobre cultura, sobre patrimônio material e imaterial, a gente tem o que fazer com as nossas próprias mãos. Então a gente envolve tudo, envolve a quadrilha, envolve um forró, a boa composição”, sintetizou Geivs.

A noite também teve espaço para o romantismo e para as diferentes preferências do público, com a banda Saliva Doce. A vocalista Iris Ferraz explicou que o grupo preparou um repertório especial, incluindo seresta, voltada aos corações apaixonados. Ela destacou que, para além do estilo romântico que marca a banda, a programação incluiu uma sequência de forró para garantir que quem acompanha o evento também pudesse aproveitar o ritmo que define o São João. Segundo Iris, a festa na Bahia está diretamente ligada ao forró, mas também carrega a presença forte do romantismo. “Mas nós preparamos para que hoje, para essa festa, além do romantismo da gente, que a banda sempre toca, preparamos também uma sequência de forró, para que a galera também curta forró também, porque afinal de contas, o São João da Bahia, ele é forró, mas é romântico também, né? Então, vários gostos, e a galera está curtindo isso.”, declarou Iris.
