
Em um ato marcado por compromisso social, foi inaugurada a Cozinha Comunitária e Solidária Raiz Ancestral Ubuntu, uma ferramenta estratégica de combate à insegurança alimentar que integra o programa estadual Bahia Sem Fome nesta terça-feira (28) na sede da Autrmaa.
O projeto “Comida no Prato” passa a operar com três núcleos no município: a unidade gerenciadora Ubuntu (na sede da Autrmaa), a cozinha Luz de Fé (em Teresópolis) e a Cozinha da Vitória (no Parque Vitória), e é fruto de articulação entre o Governo do Estado, o Governo Federal e a Prefeitura de Alagoinhas, através da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
O projeto servirá 600 refeições saudáveis por dia, três vezes por semana, destinadas a catadores, pessoas em situação de rua, gestantes, mães solo, idosos e pessoas com deficiência. Para o presidente da Autrmaa e liderança comunitária, Luis César dos Santos, o projeto é a realização de uma luta de décadas. “O projeto não é apenas ofertar comida. Ele vem com ações sociais, oficinas de corte e costura e artesanato. É um instrumento de garantia efetiva de segurança alimentar”, destacou.
A secretária de Desenvolvimento Social, Lianne Carmo, enfatizou que a fome não espera. “A parceria com as organizações sociais é o que viabiliza a agilidade no atendimento. Alimentação preparada para o nosso munícipe não é apenas nutrição, chama-se dignidade. Este é um ponto focal para combater a fragilidade alimentar de forma imediata”, afirmou.
Representando a Casa Civil do Governo da Bahia, Thiago Pereira, reforçou que Alagoinhas é uma das cidades prioritárias para o programa justamente pelo desafio estrutural que ainda enfrenta. “O governador Jerônimo colocou o cuidado com os mais pobres no coração do governo. Estamos oferecendo direitos, não esmolas. É direito do povo que a política pública chegue a quem mais precisa, especialmente àqueles que o Bolsa Família ainda não é suficiente para sustentar a casa”, pontuou Thiago.
As famílias beneficiadas passam por um processo de busca ativa, onde técnicos visitam as comunidades para identificar quem realmente se enquadra no perfil de vulnerabilidade. Aqueles que já foram mapeados devem atualizar seu cadastro diretamente nas unidades das cozinhas.
Foto: Roberto Fonseca / Secom / Alagoinhas