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Floresta Viva destinará até R$ 100 milhões para recuperar áreas degradadas e impulsionar economia em Sergipe

Iniciativa do Governo de Sergipe e do BNDES une restauração ambiental, geração de renda e desenvolvimento sustentável no estado

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom Sergipe
28/04/2026 às 14h32
Floresta Viva destinará até R$ 100 milhões para recuperar áreas degradadas e impulsionar economia em Sergipe
Foto: Igor Matias

A assinatura do contrato entre o Governo de Sergipe e o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implementação da iniciativa Floresta Viva marcou o início de uma nova agenda estratégica que conecta preservação ambiental e desenvolvimento econômico. O programa prevê investimentos de até R$ 100 milhões para projetos de restauração ecológica em diferentes regiões do estado. O ato que ocorreu no Complexo Cultural Gonzagão, em Aracaju, na última segunda-feira, 27, contou com a presença do governador Fábio Mitidieri, da secretária de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas, Ingrid Cavalcanti Feitosa, e da diretora Socioambiental BNDES, Tereza Campello.

O Floresta Viva é estruturado como uma política pública voltada à transformação produtiva do território, com foco na recuperação de áreas degradadas, fortalecimento da bioeconomia e ampliação das oportunidades de trabalho e renda, especialmente em regiões mais vulneráveis aos efeitos da seca e da degradação do solo. 
 
O governador Fábio Mitidieri ressaltou que iniciativas como Floresta Viva são investimentos que transformam vidas e geram oportunidades, além de fortalecerem o cuidado com o meio ambiente, com ações voltadas à restauração da caatinga, da mata atlântica, dos manguezais e da restinga. “O nosso governo está trazendo mais recursos e parcerias, transformando a realidade do nosso povo. Investir em meio ambiente é investir no nosso futuro. Não existirá futuro sem cuidar do meio ambiente e o Governo de Sergipe entende a sua responsabilidade ambiental”, garantiu.
 
Como funciona o Floresta Viva
 
A iniciativa é baseada em um modelo de cofinanciamento: até R$ 50 milhões serão aportados pelo BNDES, com contrapartida equivalente do Governo de Sergipe, por meio da Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE). Esses recursos viabilizarão a publicação de editais públicos para seleção de projetos de restauração ambiental ao longo dos próximos anos. A previsão do BNDES é que o primeiro edital seja lançado ainda no primeiro semestre de 2026.

A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) atuará na fiscalização técnica da seleção de iniciativas por meio de editais e da execução dos projetos contemplados com os recursos do Floresta Viva.
 
Poderão participar organizações da sociedade civil, cooperativas e associações comunitárias, com propostas que integrem recuperação da vegetação nativa e atividades produtivas sustentáveis, como os sistemas agroflorestais, um modelo que combina cultivo agrícola com recomposição ambiental.
 
A secretária da Semac, Ingrid Cavalcanti, destacou que o projeto Floresta Viva vai além da recuperação ambiental, ao integrar ações de restauração com impactos diretos na qualidade de vida da população e no fortalecimento de cadeias produtivas. Segundo ela, a iniciativa também dialoga com o apoio às comunidades tradicionais e contribui para a mitigação das mudanças climáticas, além de contar com a atuação da Semac no acompanhamento dos processos de seleção e execução. “Vamos lidar com a recuperação de áreas degradadas e com a melhoria da qualidade de vida. Não é tratar apenas de um melhoramento ecológico da região, é pensar em toda uma cadeia produtiva que estaremos fomentando, nas comunidades tradicionais do nosso estado, e em minimizar as mudanças climáticas. O Floresta Viva é uma iniciativa extremamente positiva para Sergipe, e a Semac vai atuar com excelência para garantir a execução desse projeto”, enfatizou.
 
Para o diretor-presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, o Floresta Viva é relevante por unir a economia e a proteção ambiental como base da política pública. “Com a recuperação de áreas vulneráveis na mata atlântica, caatinga, restinga e manguezais de todo o estado, nós poderemos retomar a atividade produtiva, levando dignidade, emprego e renda para todas as comunidades”, enfatizou.
 
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campelo, destacou o caráter estruturante do Floresta Viva e o papel estratégico do banco na aplicação desses recursos. “A política do Governo Federal, por meio do BNDES, está desenhada para que os governos estaduais e os governos municipais não arquem sozinhos com grandes obras de investimento. Assim, iniciativas que não seriam possíveis sem a presença do BNDES, se tornam realidade”, explicou. 
 
Onde o programa atua
 
O Floresta Viva terá atuação em diferentes biomas presentes em Sergipe, com destaque para a Caatinga e a Mata Atlântica. As ações contemplam desde o sertão e o agreste até áreas litorâneas, incluindo manguezais e restingas, ecossistemas estratégicos para a conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos e segurança alimentar.
 
A recuperação dessas áreas contribui diretamente para melhorar a infiltração de água no solo, reduzir processos erosivos, proteger nascentes e ampliar a resiliência da produção rural frente às mudanças climáticas.
 
Impactos econômicos e sociais
 
Um dos principais diferenciais é a integração entre conservação ambiental e geração de renda. O Floresta Viva cria oportunidades para agricultores familiares, pescadores, marisqueiras, extrativistas e comunidades tradicionais, que passam a atuar em cadeias produtivas ligadas à restauração ecológica e à bioeconomia. Além disso, o programa prevê a capacitação dessas populações para atividades como produção de mudas, manejo agroflorestal e execução de projetos ambientais, promovendo inclusão produtiva e fortalecimento da economia local.
 
Outro eixo estratégico é a inserção dos projetos no mercado de créditos de carbono. A certificação das áreas restauradas permite a comercialização desses ativos ambientais, criando uma fonte adicional de receita e garantindo maior sustentabilidade financeira às iniciativas.

Foto: César de Oliveira
Foto: César de Oliveira
Foto: César de Oliveira
Foto: César de Oliveira
Foto: César de Oliveira
Foto: César de Oliveira
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