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SES-PE e Einstein encerram 1º etapa do “Sou Mais Saúde” com avanços na gestão hospitalar do Estado

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), realizou nesta sexta-feira (24/04) o encerramento da primeira frente do...

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Sec. de Saúde de Pernambuco
24/04/2026 às 18h10
SES-PE e Einstein encerram 1º etapa do “Sou Mais Saúde” com avanços na gestão hospitalar do Estado
Foto: Reprodução/Sec. de Saúde de Pernambuco

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), realizou nesta sexta-feira (24/04) o encerramento da primeira frente do plano de trabalho do “Sou Mais Saúde Pernambuco”, desenvolvido por meio da consultoria e gestão da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Lançada em maio de 2024, a iniciativa tem como objetivo prestar assessoramento técnico à SES-PE, com foco no fortalecimento da governança hospitalar das seis maiores emergências do Estado e na melhoria da assistência à população. Na primeira frente, o trabalho concentrou-se na qualificação dos processos assistenciais e na gestão de serviços de alta complexidade. A segunda etapa será voltada à gestão logística e de suprimentos hospitalares.

O assessoramento vem sendo realizado nos seis principais hospitais da rede estadual: Hospital da Restauração (HR), Hospital Otávio de Freitas (HOF), Hospital Getúlio Vargas (HGV), Hospital Regional do Agreste (HRA), Hospital Agamenon Magalhães (HAM) e Hospital Barão de Lucena (HBL), já com resultados perceptíveis na organização dos fluxos e na qualidade dos serviços prestados.

“Existem processos de trabalho e o Einstein veio para trabalhar nesses processos com foco na eficiência e ajudando na governança. E já podemos ver que isso já se reverteu na melhoria do cuidado. Tivemos dois anos de consultoria porque não estamos fazendo uma mudança superficial, mas sim estruturante, que começou dentro dos hospitais e exigiu intervenções mais profundas. Agora a gente tem o objetivo enorme de garantir que o que houve de progresso seja mantido. Sempre garantindo de não deixar ninguém para trás”, disse a Secretária da SES-PE, Zilda Cavalvanti.

Foto: Reprodução/Sec. de Saúde de Pernambuco
Foto: Reprodução/Sec. de Saúde de Pernambuco

HAM – No Hospital Agamenon Magalhães (HAM), a consultoria promoveu a reestruturação e a qualificação dos processos de trabalho, com foco na assistência. Entre as ações, destacam-se a atualização de protocolos para patologias de alto impacto, como sepse e tromboembolismo venoso, além da adoção de protocolos de transporte seguro e cirurgia segura.

Também foram requalificados os Núcleos Internos de Regulação, com fortalecimento da articulação junto à Central de Regulação de Leitos de Pernambuco. Houve ainda o reforço da Meta Dois de Segurança do Paciente, voltada à comunicação efetiva, com a implantação dos “huddles”. A unidade passou a contar com planejamento cirúrgico estruturado, otimizando o gerenciamento das filas de cirurgia.

HRA – No Hospital Regional do Agreste (HRA), os resultados também são expressivos, com avanços na segurança do paciente, na eficiência dos processos e na qualidade da assistência. Entre os destaques estão a implantação da Política de Segurança do Paciente e Gestão de Risco, a padronização e digitalização de processos com incorporação ao prontuário eletrônico e a adoção de protocolos clínicos utilizados na área da saúde para monitorar pacientes críticos. Houve ainda fortalecimento da assistência multiprofissional, com visitas integradas e criação do Time de Resposta Rápida (TRR), além da melhoria da comunicação entre equipes. A unidade também avançou no monitoramento de indicadores, com uso de painéis de gestão e Business Intelligence (BI), e na qualificação de lideranças. Outras melhorias incluem a implantação de protocolos de segurança, como prevenção de quedas e lesões por pressão, o controle de medicamentos de alta vigilância e a otimização dos fluxos assistenciais, com destaque para o agendamento cirúrgico centralizado e a organização do fluxo da emergência.

HOF – No Hospital Otávio de Freitas (HOF), destaca-se o fortalecimento da cultura de segurança do paciente, com maior sensibilização dos profissionais e ampliação do engajamento das equipes multiprofissionais, por meio de treinamentos e ações de educação permanente. A unidade ampliou sua capacidade de identificar, notificar e analisar incidentes e eventos adversos, aprimorando a gestão de risco com ferramentas estruturadas. Houve também padronização dos processos assistenciais e reforço das práticas de cirurgia segura no bloco cirúrgico, incluindo checklist, time-out e controle documental. Outro avanço foi a padronização dos horários das prescrições médicas, garantindo maior previsibilidade da assistência e mais segurança no processo medicamentoso.

HGV – No Hospital Getúlio Vargas (HGV), a primeira etapa do projeto promoveu avanços relevantes na qualificação e eficiência dos processos, especialmente no centro cirúrgico.
Entre as iniciativas, destacam-se a implantação do setor de Planejamento Cirúrgico, voltado à organização da fila de espera, e a implementação do acolhimento cirúrgico, assegurando a dupla checagem das condições e do preparo do paciente. Também houve fortalecimento das práticas de segurança, com adoção do Protocolo de Cirurgia Segura, incluindo demarcação de lateralidade e formalização dos termos de consentimento. Na área de segurança medicamentosa, foram implementadas ações para controle de psicotrópicos, aliadas à informatização total da assistência, qualificando o registro clínico e a continuidade do cuidado. Outro destaque foi a criação da unidade pós-operatória, que amplia o giro de leitos e otimiza o fluxo da Sala de Recuperação Anestésica.

HBL – No Hospital Barão de Lucena os resultados do projeto evidenciam avanços consistentes na segurança do paciente e na qualificação dos processos assistenciais. A identificação segura do paciente, por meio do uso de pulseiras, evoluiu de 48% para 81% de conformidade, reduzindo significativamente o risco de erros e eventos adversos graves. Também foi implantado o checklist cirúrgico, passando de nenhum registro para 114 procedimentos realizados, consolidando uma prática essencial para a segurança em cirurgias. Outro destaque é a definição de plano terapêutico em prontuário, que saiu de 0% para 32%, garantindo maior organização do cuidado e melhor direcionamento clínico.

Além disso, houve fortalecimento da cultura de segurança, com aumento expressivo nas notificações de eventos adversos, de 34 para 223 registros, indicando maior transparência e vigilância institucional. Na gestão assistencial, a implantação do “bate-mapa 24/48h” contribuiu para a organização do fluxo de leitos, enquanto o monitoramento de riscos, como lesão por pressão e quedas, apresentou crescimento significativo, ampliando a capacidade de prevenção. Na área tecnológica e assistencial, destaca-se a criação do Time de Cateteres (PICC), com 82 inserções realizadas e impacto direto na segurança e no giro de leitos.

HR- No Hospital da Restauração, o projeto provocou, por exemplo, mudanças físicas, como no Bloco Cirúrgico e na Emergência Geral. Nesta, houve a requalificação completa na Sala Vermelha, considerada a principal porta de entrada da instituição. Com a reforma, houve mudança física no fluxo de entrada dos pacientes graves. Na prática, os pacientes críticos têm acesso mais fácil ao local de atendimento, além de não ficarem no mesmo local daqueles com classificação de risco diferente. Os menos graves são direcionados para a Unidade de Decisão Clínica (UDC), um espaço criado onde os pacientes permanecem por até seis horas, antes de a equipe médica definir se vai receber alta ou se vai para a internação nas enfermarias. Este modelo de UDC também surgiu a partir do Projeto Einstein.


Com a implantação do Acolhimento Pré-Cirúrgico, foi necessário realizar uma adaptação estrutural no setor, onde agora os pacientes aguardam a cirurgia num ambiente restrito, garantindo mais segurança.

Além das mudanças físicas, a iniciativa também sugeriu a implantação de novos processos e rotinas. Na UTI Geral, por exemplo, houve o fortalecimento da atuação multiprofissional, com a consolidação de visitas integradas (equipes médica, de enfermagem, farmacêuticos clínicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos etc.), definição de metas clínicas e elaboração de planos terapêuticos.

A Farmácia Clínica, que já existia, passou a integrar as visitas nas enfermarias, para acompanhar de perto a reconciliação medicamentosa. O setor, localizado no 2º andar, ganhou mesa para que os profissionais façam a separação das doses. A iniciativa incluiu ainda, na unidade, a revisão e o reforço de protocolos assistenciais, como o de Sepse, de Tromboembolismo Venoso (TEV) e o de Trauma.

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