
O Governo do Estado realizou, por meio do Arquivo Público do Estado de Sergipe (Apes), a etapa estadual da 2ª Conferência Nacional de Arquivos, na manhã desta quinta-feira, 16, no Teatro Atheneu. O evento buscou discutir ações entre pesquisadores e representantes de arquivos públicos do estado, que devem ser levadas para a etapa nacional da conferência, em Brasília, a ser realizada entre os dias 26 a 28 de maio. Serão levadas 12 propostas para etapa nacional, com 12 delegados que representarão Sergipe na capital do país.
No evento, que contou com 226 inscrições, estiveram presentes a diretora do Apes, Sayonara Santana, além da diretora geral do Arquivo Nacional, vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação e Serviços Públicos do Governo do Federal, Mônica Lima, e do chefe do escritório regional Nordeste do Arquivo Nacional, Ricardo Sodré Andrade. Também estiveram presentes diretores de arquivos públicos municipais do estado, além de estudantes e professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Foram debatidos seis eixos temáticos para decidir propostas sobre cada um deles, incluindo temas como a legislação arquivística, a gestão documental, a preservação documental, o acesso à informação e à cidadania, além da diversidade de arquivos comunitários. Cada eixo levou quatro propostas a serem aprovadas no evento, das quais duas foram selecionadas para comparecer à Conferência Nacional, totalizando 12 (duas por eixo). Os presentes no evento também aprovaram o regimento interno da conferência e também prestigiaram uma palestra da diretora geral do Arquivo Público Nacional.
A diretora do Apes, Sayonara Santana, destacou que este é um momento importante para o estado, que participa, pela primeira vez, da Conferência Nacional. “Este momento tem o objetivo de ser um espaço de diálogo entre o Estado e a sociedade civil para a construção da política nacional de arquivos. Todas as discussões serão feitas para que a gente possa aprofundar o debate com relação ao universo dos arquivos, que têm uma importância fundamental na nossa sociedade. Todos nós somos partícipes desse movimento”, afirmou.
Para a diretora geral do Arquivo Nacional, Mônica Lima, o estado de Sergipe se destaca na posse de arquivos públicos de suma importância para o registro dos acontecimentos históricos. “Sergipe tem instituições arquivísticas de grande importância e de muita força. O Apes e os arquivos municipais sergipanos são exemplos para o Brasil de realização de uma política de arquivos, visando não só a preservação do patrimônio documental, como também a nossa história”, ressaltou a diretora, destacando a importância destes espaços como preservação histórica e de reconstrução dela, sobretudo a grupos de minorias sociais.
O representante do arquivo público da cidade de Moita Bonita, Elenilson Barreto, foi um dos representantes municipais que compareceram ao evento. Para ele, o momento é importante para valorizar o trabalho dos arquivos públicos das cidades, que preservam a história dos seus habitantes. “Este evento faz com que os arquivos tenham um olhar mais significativo e valoroso. Os arquivos contam a história, a preservação e tudo que aconteceu, tanto no âmbito estadual, quanto no municipal e até mesmo federal, para que seja preservado. Os arquivos merecem ter um olhar mais aprofundado ", destacou.
A professora do Departamento de Ciência da Informação da UFS, Glêyse Santana, assistiu a palestra e comentou sobre a importância de pensar sobre a integração das tecnologias para o armazenamento eficiente dos arquivos. “É um grande desafio, porque a gente sabe que a preocupação efetiva com os arquivos em matéria de organização técnica e, sobretudo, nesse momento onde a parte tecnológica é ativada, são desafios financeiros, técnicos, além de enfrentar toda essa massa documental que nós temos. Então, um evento como esse é fundamental para pensar os eixos principais, e a partir deles, é constituído um projeto em nível nacional para a concretização desses objetivos”, comentou.





