
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) realizou, na manhã desta terça-feira, 14, uma reunião técnica para apresentação dos projetos em Building Information Modeling (BIM) aplicados à implantação da futura Pinacoteca, em Aracaju. O encontro reuniu o secretário Luiz Roberto Dantas, técnicos da pasta e representantes da empresa responsável pela execução da obra, consolidando o pioneirismo da Sedurbi na adoção do BIM para elaboração de projetos na arquitetura e engenharia. A intervenção integra-se ao programa Viva-SE (Viva Sergipe).
Além de marcar um avanço tecnológico, a iniciativa também representa um desafio técnico relevante. O projeto prevê a intervenção em um prédio histórico com quase 100 anos, caracterizado por alto nível de restrições estruturais e operacionais, um cenário em que, conforme destacado na apresentação, “tentativa e erro não é uma opção”. A proposta da nova Pinacoteca inclui a modernização da estrutura com a instalação de elevador, três desumidificadores, um sistema de climatização central (splitão) e 48 aparelhos de ar-condicionado tipo split, garantindo adequação funcional sem comprometer as características do patrimônio histórico.
O secretário da Sedurbi, Luiz Roberto, destacou que a adoção da metodologia faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização da gestão pública. “Estamos implantando um novo modelo de gestão de obras em Sergipe, baseado em planejamento, tecnologia e precisão. O BIM nos permite sair de um cenário de incertezas para um ambiente totalmente controlado, onde conseguimos prever problemas antes mesmo de eles acontecerem. Isso representa economia de recursos públicos, mais eficiência na execução e mais transparência na fiscalização”, assegurou.
Luiz Roberto também enfatizou o simbolismo da Pinacoteca dentro desse processo. “É um projeto que reúne preservação do patrimônio histórico com inovação tecnológica. A Pinacoteca nasce como referência e como um marco na transformação da forma como o Estado planeja e executa suas obras”, completou.
Durante a reunião, o gerente BIM do projeto, Maurício Arce, detalhou os principais usos da metodologia. Segundo ele, a modelagem em 3D permite uma visualização clara e antecipada da obra, enquanto a compatibilização de projetos elimina interferências entre disciplinas, evitando paralisações no canteiro. “O problema nas obras públicas, muitas vezes, não era o projeto em si, mas a comunicação. Com o BIM, conseguimos alinhar expectativas e garantir que tudo seja compreendido antes mesmo do início da execução”, explicou.
Outro destaque é a extração automatizada de quantitativos vinculada aos boletins de medição. A tecnologia permite que os dados de serviços executados e seus respectivos valores sejam gerados diretamente do modelo digital, assegurando maior precisão tanto para a execução quanto para a fiscalização. A compatibilização prévia, inclusive, foi apontada como fator crítico para o sucesso da obra. Conforme apresentado, iniciar a execução com todas as disciplinas integradas elimina improvisos e reduz significativamente riscos de retrabalho, atrasos e aumento de custos.
Responsável pela execução do projeto, a GP Engenharia Ltda destacou que a exigência do BIM foi uma premissa da Sedurbi para essa contratação. Desde então, a empresa vem trabalhando em conjunto com a equipe técnica da Secretaria para adequar e otimizar o projeto. “Temos mantido reuniões contínuas para garantir que o projeto esteja plenamente compatível com a plataforma BIM, minimizando possíveis contratempos. A apresentação de hoje reforça os ganhos em precisão, redução de retrabalho e eliminação de arquivos desnecessários”, afirmou o proprietário da empresa, Geraldo Majela.








