
Celebrado em 17 de outubro, o Dia Nacional da Vacinação reforça a importância de manter a caderneta atualizada em todas as fases da vida, inclusive durante a gravidez. A imunização protege a gestante contra doenças que podem causar complicações e também ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida, por meio da transferência de anticorpos pela placenta.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomenda que, na primeira consulta do pré-natal, a gestante apresente a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde confira as doses já recebidas e oriente a atualização do esquema vacinal. A necessidade de algumas doses depende do histórico de vacinação, enquanto outras são indicadas em períodos específicos da gravidez.
O diretor de Imunização da SES-SP, José Elisomar Santana, reforça uma orientação importante: “Mulheres que planejam engravidar também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para atualizar a caderneta de vacinação antes da gestação”.
Hepatite B
A vacina protege contra a hepatite B e suas complicações. Para gestantes que não completaram o esquema vacinal, a orientação é iniciar ou concluir as três doses durante a gravidez, conforme o histórico registrado na caderneta. Quem já recebeu o esquema completo não precisa repetir as doses de rotina.
Dupla adulto (dT)
O imunizante protege contra difteria e tétano. Durante o pré-natal, a equipe de saúde verifica se o esquema básico está completo e orienta as doses necessárias para atualizá-lo. A quantidade de doses depende do histórico de vacinação da gestante.
Influenza (gripe)
A vacina contra a gripe é recomendada em uma dose por temporada. A imunização é importante porque gestantes e puérperas estão entre os grupos prioritários para a prevenção de casos graves da doença.
Covid-19
A imunização contra a Covid-19 é recomendada em uma dose a cada gestação, com intervalo mínimo de seis meses desde a última dose recebida. O objetivo é prevenir formas graves da doença e suas complicações.
Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa)
Indicada a partir da 20ª semana de gestação, em cada gravidez, a vacina protege contra difteria, tétano e coqueluche. Além de proteger a gestante, favorece a transferência de anticorpos para o bebê, ajudando a protegê-lo nos primeiros meses de vida, quando ainda é muito pequeno para completar o próprio esquema vacinal.
Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR)
A vacina é indicada a partir da 28ª semana de gestação, em cada gravidez. A imunização permite que a gestante produza anticorpos que são transferidos ao bebê durante a gestação. Essa proteção temporária ajuda a reduzir o risco de bronquiolite, pneumonia e outras complicações provocadas pelo vírus nos primeiros meses de vida.
Febre amarela: vacinação em situações excepcionais
A vacina contra a febre amarela não é indicada rotineiramente para todas as gestantes. Ela pode ser considerada quando a mulher não tem o esquema vacinal completo, reside ou precisa viajar para uma área com circulação confirmada do vírus e não pode adiar a exposição. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação do serviço de saúde sobre os riscos e benefícios.
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