Em apenas dois meses, 64 incêndios exigiram a atuação da Brigada de Incêndio Florestal da Prefeitura de Vitória da Conquista. Entre agosto e setembro, período considerado mais crítico para as queimadas no município, as ocorrências reuniram 385 focos de fogo em diferentes pontos da cidade e da zona rural. A Serra do Periperi e os bairros Primavera, Panorama e Candeias concentraram o maior número de registros.
Os números chamam atenção para um período em que as condições climáticas favorecem a rápida propagação das chamas. A falta de chuvas, associada às altas temperaturas, à baixa umidade do ar e aos ventos constantes, aumenta o risco de incêndios.Nas últimas semanas, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem emitido alertas de baixa umidade para a cidade, o que exige cuidado redobrado.
Para enfrentar essas ocorrências, a Prefeitura mantém uma estrutura que envolve diferentes secretarias e órgãos municipais. Na linha de frente está a Brigada de Incêndio Florestal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), formada por sete brigadistas, com viatura própria e suporte de caminhões-pipa.
A prioridade da equipe são as áreas de preservação ambiental e de vegetação arbórea, mas a Brigada também atua em áreas urbanas e presta suporte ao Corpo de Bombeiros quando necessário.
A diferença entre o número de incêndios atendidos e a quantidade de focos identificados ocorre porque uma mesma ocorrência pode apresentar diversos pontos de fogo espalhados por uma determinada área.
Secretário de Meio Ambiente, Diêgo Gomes destaca a atuação da Brigada na proteção do meio ambiente em todo o município. “A gente tem uma equipe diuturna atuando, inclusive nos finais de semana. Trabalhamos, principalmente, na área da Serra do Periperi, também na reserva do Poço Escuro, que está inserida dentro da serra, e em alguns locais nas proximidades em que somos solicitados. A equipe vai, por exemplo, na parte do Primavera. Naquele incêndio é identificado 5, 6, 10 focos, então não é só chegar em uma área pequena e apagar. Os focos estão em diversos locais daquela chamada. Por isso há essa diferença entre os incêndios e os focos”, explica.
Diêgo Gomes
Diêgo reforça a importância da colaboração da população no combate às queimadas. “A gente pede para a população evitar juntar lixo com o próprio entulho e colocar fogo também, porque pode ir se alastrando. A Semma vem atuando num trabalho de prevenção, como nós fizemos na região do Guarani, com a limpeza da área, com a retirada de resíduos, e pede a compreensão da população nesse auxílio, até porque o município tem diversos pontos de descarte de material”, completou.
No início do mês de agosto, a Semma realizou, em parceria com o Tiro de Guerra 06-006, um mutirão de limpeza na Serra do Periperi, para diminuir os riscos de focos de incêndio na unidade de conservação de Mata Atlântica. O espaço conta com importantes áreas de preservação ambiental, como a Reserva do Poço Escuro, o Herbário Sertão da Ressaca e o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), além de escolas e outras construções existentes na região.
Limpeza na Serra do Periperi
Defesa Civil
O trabalho do Governo Municipal na resposta a situações de focos e incêndios envolve outras equipes especializadas para prestar apoio à população nos momentos de emergência.A Coordenação Municipal de Defesa Civil (Compdec) deve ser acionada em casos de incêndio ou sinistros que gerem riscos à população, às edificações ou ao patrimônio. A atuação ocorre de forma integrada aos demais órgãos, com foco na avaliação de segurança, mitigação de riscos pós-sinistro e assistência às pessoas afetadas.
Em caso de incêndio em andamento ou risco iminente à vida, ligue imediatamente para o Corpo de Bombeiros (193) e saia do local.
Depois do incêndio, a Defesa Civil realiza a vistoria técnica do imóvel, registra os danos estruturais e articula o encaminhamento das famílias atingidas para a rede de assistência social do município.
Os telefones da Defesa Civil são (77) 3229-3456 e (77) 98856-5070.
Assistência Social
No âmbito do Sistema Único de Assistência Social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS) possui o serviço de proteção social em situações de calamidade pública ou emergência, como nas ocorrências de incêndio que afetem a comunidade. Trata-se de um serviço que está na tipificação nacional de serviços socioassistenciais e que tem como objetivo ofertar proteção e apoio às famílias vítimas de desastres de forma temporária e emergencial.
A coordenadora de Proteção Social Especial, Tainá Alves, explica a atuação da pasta nesses casos. “Quando há uma situação de calamidade pública ou de emergência, como a questão das enchentes, dos deslizamentos e incêndios, a gente aciona uma equipe capacitada para atender essas famílias. A partir disso, a equipe faz a escuta, faz o primeiro acolhimento a essas pessoas e verifica se há uma situação de desalojamento ou desabrigamento para iniciar as intervenções. Elas vão desde um apoio temporário emergencial a um aluguel social”, afirma.
Tainá Alves
A equipe da SASHDS se dirige até o local das ocorrências para identificar quais são as vulnerabilidades que a família está vivenciando. A secretaria pode ofertar alojamento provisório ou uma referência comunitária de acolhimento. A SASHDS também pode disponibilizar itens de subsistência e encaminhar as pessoas para benefícios eventuais.