A Polícia Civil da Bahia (PCBA) prendeu 1.200 pessoas durante a segunda fase da Operação Malhas da Lei, realizada ao longo de aproximadamente 40 dias, entre agosto e setembro, segundo a polícia.
A ação alcançou 350 municípios baianos e teve como objetivo localizar pessoas procuradas pela Justiça por envolvimento em crimes como homicídio, feminicídio, estupro, roubo, estelionato e participação em organizações criminosas.
Do total de prisões realizadas, 813 foram decorrentes de mandados de prisão preventiva, 164 de ordens temporárias e 140 de condenações judiciais. A operação também alcançou pessoas investigadas ou condenadas por crimes como tráfico de drogas, furto, extorsão e receptação, além de outros delitos relacionados à atuação de organizações criminosas.
Entre os resultados divulgados, 274 pessoas foram presas por envolvimento em homicídios, feminicídios e latrocínios. A operação também retirou do convívio social 294 suspeitos ou condenados por violência doméstica, estupro e crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Ao todo, 423 mandados estavam relacionados a crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, roubos e outros delitos.
A segunda etapa da Operação Malhas da Lei apresentou um aumento no número de capturas em comparação com a primeira fase, que resultou na prisão de 616 pessoas.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), as prisões de envolvidos em homicídios passaram de 121 para 253, enquanto as de feminicidas subiram de sete para 14. As capturas relacionadas a estupros cresceram de 51 para 122, e as de envolvidos em violência doméstica aumentaram de 59 para 169.
A operação também registrou crescimento na prisão de foragidos procurados em outros estados e de pessoas que estavam sendo buscadas pela Justiça. As capturas de foragidos interestaduais passaram de 20 para 55, enquanto as prisões de pessoas procuradas há mais de cinco anos aumentaram de 18 para 26.
A operação segue em andamento no território baiano, com foco no cumprimento de mandados de prisão em aberto e na localização de pessoas procuradas pelo sistema de Justiça.