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Ipesaúde reforça cuidados em período do ano mais suscetível a síndromes gripais

O aumento das chuvas contribui para a propagação de vírus respiratórios e o pico de doenças gripais e respiratórias registrado em Sergipe está rela...

Antônio Carlos Garcez
Por: Antônio Carlos Garcez Fonte: Secom Sergipe
13/04/2026 às 09h30
Ipesaúde reforça cuidados em período do ano mais suscetível a síndromes gripais
Fotos: Ipesaúde

Com a mudança de estação, a temperatura cai e o comportamento social também se altera. As pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e há maior aglomeração - fatores que explicam o aumento das doenças respiratórias neste período do ano. Atento a esse cenário, o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde) orienta seus beneficiários sobre os cuidados necessários para evitar o contágio e as complicações.

Médico do Ipesaúde, o pneumologista Diogo Ramon destaca que o aumento das chuvas contribui para a propagação de vírus respiratórios. Segundo ele, o pico de doenças gripais e respiratórias registrado em Sergipe está relacionado a essa sazonalidade. “Esse período sazonal ocorre todo ano. Temos esse pico, gerando quadros pulmonares, de vias aéreas superiores, de alergias nos pacientes. Síndrome gripal, resfriado, sinusites, sinusites bacterianas, que é uma das principais complicações desses quadros, rinopatias crônicas exacerbadas, asma, bronquite e bronquiolite nos pacientes pediátricos, são as principais doenças”, explica.

Aos 72 anos, Edileuza Leite, beneficiária do Ipesaúde, faz tratamento para asma e sabe que precisa estar atenta ao clima e ao ambiente. “Tenho uma porção de problemas, rinite, asma, e faço tratamento com o doutor Diogo. Quando sinto frieza de madrugada, sinto alguma coisa. Mas, quando acordo, já passa. Isso ocorre, agora, porque o tempo mudou, choveu, está mais frio. Mas eu gosto de me cuidar”, relata. 

Pacientes pediátricos

A sazonalidade afeta de forma mais intensa os pacientes pediátricos, com aumento de casos de bronquite aguda e bronquiolite. De acordo com o pneumologista, isso ocorre, principalmente, devido ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções nas vias respiratórias e nos pulmões de recém-nascidos e crianças pequenas. Por isso, a atenção deve ser redobrada neste período.

“O vírus sincicial sempre circula em Aracaju e durante esse período, especificamente. Estamos tendo um pico de influenza, neste momento, inclusive. Sergipe é um dos estados que está tendo mais casos. Não à toa, estamos com as urgências enchendo de pacientes com influenza. Por isso, a gente sempre bate na tecla, aqui no consultório, para se vacinar, mas, infelizmente, muitos pacientes não reconhecem a importância da imunização”, enfatiza o médico. 

Momento de buscar ajuda profissional 

Apesar de recorrentes, esses quadros exigem atenção, pois podem evoluir para complicações. Alguns sinais devem acender o alerta, como tosse persistente. “Pegou um quadro gripal, por exemplo, tossir e corizar é normal no início do quadro, mas, se persiste por mais de sete dias, é interessante buscar uma ajuda profissional. Febre que não baixa com medicação, falta de ar, também são sinais. O paciente pediátrico, principalmente, com falta de ar e chiado no peito, também é interessante buscar ajuda”, orienta Diogo Ramon.

Medidas de proteção

Além da vacinação, outras medidas ajudam na prevenção. Evitar aglomerações, especialmente em locais com pessoas doentes, como hospitais e clínicas, é fundamental. Quando necessário, o uso de máscara é recomendado. A higienização frequente das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, também é indispensável.

O cuidado deve se estender ao ambiente doméstico. Manter os espaços bem ventilados e com circulação de ar reduz a propagação de vírus. Hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, boa hidratação e sono adequado, também contribuem para fortalecer a imunidade. 

O pneumologista do Ipesaúde alerta que, em caso de doença, é essencial evitar contato com outras pessoas para reduzir a transmissão. “Crianças com um resfriado vão para a escola e transmitem e, normalmente, as salas de aula, hoje, são ambientes fechados, com ar condicionado. Então, uma criança é passível de transmitir para diversas outras e virar uma epidemia de influenza no ambiente. Por isso, se está doente, evite contato com outras pessoas, principalmente com os nossos idosos, pois, quando eles pegam um quadro de síndrome gripal, geralmente, tendem a complicar porque têm outras comorbidades”, pontua. 
 

Pneumologista Diogo Ramon
Pneumologista Diogo Ramon
Edileuza Leite
Edileuza Leite
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