
Juventude, cultura e acesso a direitos foram temas presentes na manhã deste sábado (11), no encontro “VLT – Conectando Pessoas, Cultura e Geração de Renda”, que levou serviços, debates e atividades culturais ao bairro Boca da Mata, Subúrbio Ferroviário de Salvador, entorno das obras do modal. Cerca de 40
moradores da comunidade tiveram acesso a uma programação voltada à cidadania e à valorização da identidade negra.
A iniciativa integra as ações sociais vinculadas às obras do VLT do Subúrbio de Salvador. A programação contou com debates, atividades culturais e serviços de cidadania, como a emissão do ID Jovem, benefício voltado a jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos, que garante acesso a meia-entrada em eventos culturais e esportivos, além de gratuidade ou desconto em viagens interestaduais, conforme previsto em decreto federal. Atualmente, o estado contabiliza mais de 200 mil IDs Jovens ativos, consolidando-se como referência nacional na implementação do programa.
De acordo o representante da Coordenação Geral de Políticas de Juventude (Cojuve), Anderson Alves, a ação reforça o compromisso de ampliar o acesso da juventude às políticas públicas. “Essa juventude que muitas vezes tinha dificuldade de acessar outras áreas da cidade agora tem a oportunidade de diálogo e de acesso a direitos. A Bahia hoje é o estado com maior número de ID Jovens ativos do Brasil”, destacou.
A iniciativa também contou com a participação da assistente social da CTB, Talita Brasil, que ressaltou o caráter social do projeto vinculado às obras. “Além da programação cultural, há um trabalho que envolve toda a comunidade. A CTB tem esse compromisso de desenvolvimento social, integrando a obra ao território e às pessoas”, afirmou.
Valorização cultural
No campo da valorização cultural e da equidade racial, a coordenadora executiva da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos de Comunidades Tradicionais (Sepromi), Karine Oliveira, destacou a importância da valorização da estética negra como forma de afirmação identitária e fortalecimento social. “Falar sobre estética da população negra é falar sobre cultura, valorização da vida e reconstrução de humanidade. É também falar de geração de renda e futuro”, afirmou.
O evento ainda promoveu oficinas de turbantes com Negra Jhô e elementos da cultura afro-brasileira, além de ações educativas e de orientação sobre direitos. A cuidadora de 29 anos, Alice Silva, aproveitou a oportunidade para aprender a confeccionar turbantes e garantir mais uma fonte de renda. “Foi o que mais chamou a minha atenção no evento. Além de ficar muito bonita, quero ter outra profissão”, disse.
Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA