
A aposentadoria compulsória do conselheiro Mário Negromonte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), na segunda-feira (6), aos 75 anos, abre caminho para o PT ampliar de forma decisiva a influência sobre a Corte.
Negromonte ocupava a vice-presidência do tribunal. Com a aposentadoria compulsória, o conselheiro Nelson Pelegrino, ex-deputado federal do PT, deve ser candidato único ao posto, em eleição que ocorre nos próximos dias.
Sendo eleito vice-presidente, Pelegrino assume o comando do TCM em agosto do ano que vem, quando o atual presidente da Corte, conselheiro Francisco Andrade Netto, se aposenta de forma compulsória antes de concluir o segundo mandato, para o qual foi reeleito no início deste ano.
Francisco Netto é o último remanescente da era carlista no tribunal. Os demais titulares do TCM foram nomeados por governadores petistas – Jaques Wagner, Rui Costa ou Jerônimo Rodrigues. Pelegrino, por exemplo, foi nomeado por Rui, hoje ministro da Casa Civil.
Dos sete conselheiros, Jerônimo Rodrigues nomeou três: Aline Peixoto, esposa de Rui Costa; Paulo Rangel, ex-deputado estadual pelo PT; e Ronaldo Sant’Anna, escolhido entre os indicados pelos auditores do tribunal, em vaga técnica.
O substituto de Mário Negromonte será escolhido pelo governador entre os membros do Ministério Público de Contas.
Mário Negromonte, que deve retornar à política ou assumir uma função na iniciativa privada, se despediu na quinta (03) do tribunal, durante a sessão plenária. Na ocasião, foi homenageado por todos os conselheiros. Mário Júnior esteve presente.
A principal atribuição do TCM é julgar as contas das prefeituras e câmaras de vereadores da Bahia. Ou seja, embora a função deva ser apartidária, o conselheiro tem influência política e trânsito com os gestores municipais.













